sábado, 9 de julho de 2011

7° Capítulo - Novo Começo

Sleeperstar - I Was Wrong

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 Tudo mudará
Nada permanece igual
Ninguém é perfeito
Ah, mas todo mundo pode ser culpado
Tudo em que você confia
E tudo o que você pode salvar
Vai deixar você de manhã
E volta para encontrá-lo no fim do dia

 Andrew Belle -In my veins



Pedro:

Depois que saímos da casa de Catarina, entramos no carro e seguimos viagem para o aeroporto.
Ela adormeceu e sua cabeça estava encostada na janela de tal modo que fazia com que seus cabelos caíssem por toda a sua silhueta, e que seus cílios refletissem os raios do sol, ela estava exatamente igual como isso era possível.
Eu fiquei a observando, eu não podia evitar, era por isso que eu tinha recusado essa missão no começo, mas como Henrique me insistiu tive de aceitar, mas vê-la ali era tão doloroso, depois de todos esses anos tentando superar Katherine, tentando fazer com que meu amor falecesse com ela, e depois de todos esses anos ainda era difícil, mas eu não posso, não depois de todos esses anos lutando contra a vontade de enfiar uma estaca em meu próprio coração por ter de viver sem ela, e ver Catarina ali, tão linda, tão frágil, tão inocente em relação a tudo o que vai acontecer me fez lembrar a primeira vez que conheci Katherine.

Ela parecia como a lua de abril, branca de prata, misteriosa, bela, tudo e qualquer coisa perderia sua beleza diante dela.
Eu não disse nada só fiquei ali parado a observando admirar a lua e por um minuto tive a certeza de que a lua tinha lhe dado toda a sua luz.
Como se ela percebesse minha presença disse sem se virar.
- Boa noite
Fiquei em choque ao ouvir sua voz, era suave, leve como uma brisa um delicado som que poderia se ouvir por toda uma vida.
- Boa noite cara dama, eu não tinha a intenção de lhe perturbar.
- Não é incomodo algum- houve uma pausa em silêncio – A lua é linda não é? E um enigma por si mesmo.
- Sua beleza não alcança a da senhorita.
Nesse momento ela se virou, e como eu já sabia ela era Linda, uma delicada obra-prima.
- Muito Cortez de sua parte, obrigada – ela ergueu uma sobrancelha – Posso saber seu nome nobre cavaleiro?
- Pedro senhorita, eu desejaria ter a honra de saber o seu senhorita.
Ela sorriu, e nesse momento eu soube que beleza alguma nesse mundo um dia superaria aquela a minha frente.
- Katherine – ela me olhou dentro dos olhos, e nesse momento se meu coração batesse ele pararia.


Catarina se mexeu, me despertando de meu sonho acordado.

- Onde estamos?
- Estamos quase chegando.
Ela encostou sua cabeça novamente, fechou seus olhos e mordeu os lábios, mas dessa vez não estava dormindo, pude perceber quando uma lágrima caiu de seu rosto.
Como se automático minha mão viajou até ela, e a secou, quando passei as mãos pelo seu rosto, como antes sua pele era como uma delicada pluma branca.

Catarina:


Eu dormi metade da viagem até o aeroporto, tentando não pensar em tudo o que estava acontecendo, e o que eu estava deixando para trás, e o que encontraria Dalí para frente.
Acordei com o balanço do carro.
- Onde estamos? – perguntei a Pedro.
- Estamos quase chegando.
Nesse momento um nó desceu pela minha garganta, depois que embarcássemos não haveria volta.
Deitei minha cabeça e fechei meus olhos novamente tentando não pensar nisso tudo, e novamente o nó se estabeleceu em minha garganta, mordi os lábios tentando evitar as lágrimas que estavam por vir, mas foi inútil antes que eu percebesse a senti cair pelo meu rosto, mas então algo me surpreendeu eu senti um toque frio e quando abri meus olhos era Pedro.
Ele estava traçando toda a linha dos meus olhos com os seus dedos, limpando minhas lágrimas e me olhou dentro dos olhos, nesse momento um arrepio viajou por todo o meu corpo e me senti tonta, aquele toque era suave, delicado, uma mistura de carinho e necessidade.
- Ob... Obrigado – falei balbuciando, porque um simples toque dele já me deixava nesse estado, eu nem ao menos conseguia organizar meus pensamentos, o olhar dele em mim não me deixava pensar, e confesso que seu toque também me tirou a respiração.
E então ele se afastou se voltou para a estrada, e seu olhar preocupado voltou ao seu rosto.
Tentei quebra o silencio que havia se instalado entre nós.

- Como é lá? Quer dizer, para onde nós vamos? – o encarei.
- O que a ordem?
- Ordem? Confesso que ainda não entendi o que isso significa. – olhei para ele confusa.
- A ordem é como a nobreza era para os humanos, só que a ordem é o conselho de vampiros que aplicam as leis do nosso mundo, são como... Os reis por assim dizer.
- Nossa - fiquei em silencio por um tempo - Mas de que leis você está falando? Eu pensei que vampiros não tivessem leis.
- E não temos muitas, são só algumas como não se pode matar um humano de outro vampiro não pode revelar quem somos aos humanos e devemos lealdade à ordem.
- É são poucas, mas de grande peso imagino – ele me olhou – O que você quis dizer com “não se pode matar um humano de outro vampiro”?
- Nós vampiros quando bebemos de sangue humano, e damos nosso sangue a esse humano, podemos o tornar nosso fazendo com que somente nós possamos beber de seu sangue.
Eu deveria ter medo, mas era inútil me dizer isso porque ao lado de Pedro eu não temia nada.
- Você tem um humano? – eu o encarei
- Não, os vampiros que servem a ordem não podem beber sangue fresco, somente de animais ou de banco de doação.
- Ah sim. E os vampiros aceitam isso?
- Não temos escolha, é lei da ordem, e nenhum de nós quer desrespeitar a ordem, seria como assinar uma sentença de morte.
- Há quanto tempo você serve a ordem?
- Muito tempo, seu pai me encontrou morrendo e me transformou, desde então sou leal a ele.
- Me fale sobre o meu pai... Como ele é? – eu o olhei nos olhos, e deitei minha cabeça no banco, como se para ouvir uma história.
- Seu pai é um homem bom Catarina, e independente do cargo que ele ocupa ele é justo.
- Como assim o cargo que ele ocupa? O que exatamente meu pai é da ordem? – eu o olhei curiosa
- Catarina seu pai é a ordem, ele governa junto ao seu tio Josefh.
Eu olhei para ele assustada.
- Meu pa... Meu pai governa a ordem no mundo de vocês? – eu tive de repetir, como assim eu era filha do rei no mundo deles.
- Sim. – ele sorriu como se aquilo fosse hilário – O que significa que você é uma princesa e precisa de proteção.
- Quer dizer que eu sou uma princesa do mundo dos vampiros? Isso me parece meio gótico. – olhei em recusa.
Ele riu
- Não exatamente uma princesa, eu estava apenas brincando com você, na verdade isso significa que você tem um lugar importante na ordem.
- Continua sendo assustador, mas pelo menos eu não to me sentindo uma princesa gótica.
Nós rimos, e olhamos um para o outro, ficamos assim por um tempo.
- Então você brinca Pedro, pensei que fosse sempre o tipo calado e sério. – eu o observei
Ele riu
- Só quando estou em missão, espere daqui a um tempo, você não ira mais agüentar ouvir minha voz. - ele me olhou sorrindo.
- Eu duvido muito disso. – nós nos olhamos de novo, da onde tinha saído àquela resposta? Saiu antes que eu pudesse me conter.
- Eu agradeço.
- Não é nada, você está em uma missão para me proteger, eu tenho que te agradar. – disse na tentativa de reprimir a resposta rápida dada há segundos atrás, e olhei para ele sorrindo.
- Isso é verdade, então é melhor não babar no avião.
Eu fiz uma cara de nojo
- Ou, eu não babo ok? Isso não é justo.
Nós rimos
- Eu sei que não, mas é sempre bom avisar – ele disse entre gargalhadas.
- Ta tudo bem, pode implicar, mas isso só porque você está me protegendo se não você iria ver só.
- Nossa o que você iria fazer exatamente? – ele me olhou, com um olhar malicioso, e nesse instante sentir meu rosto arder.
- Não muito já que você é um vampiro, então... Provavelmente jogaria alho em você – eu disse rindo.
- Ta tudo bem, essa eu mereci. – ele disse rindo também.
- Mereceu mesmo.
Ele me olhou com um sorriso malicioso e fofo ao mesmo tempo, uma mistura dos dois.
- Mas me diz uma coisa Pedro, a ordem fica aonde exatamente em Londres? – eu disse confusa
- Na velha Londres, em um castelo próximo a uma aldeia com poucos habitantes.
Como assim? Um o que? Castelo? Meu deus, eu estava indo para um castelo em Londres? Ta tudo bem, isso já ta louco demais.
- Um... Um o que?
- Um castelo, por quê? – ele me olhou
- Eu estou indo para um Castelo em Londres conhecer meu pai vampiro que governa a ordem? Ah claro quando eu pensei que não poderia ficar mais louco.
Ele riu.
- Relaxa Catarina, ele é seu pai, lá também é sua família, e tenho certeza que em pouco tempo irá se sentir em casa.
- Eu duvido muito disso, mas obrigada.
Ele sorriu
- Não apresse as coisas Catarina, deixe com que elas venham até você. – ele disse me olhando nos olhos.
- Vou me lembrar disso. – eu correspondi seu olhar
Ele interrompeu nossos olhares, se virando para frente.
- Pronto, chegamos.
 Eu me virei para frente e vi o aeroporto.
Pedro estacionou o carro, e descemos.
- Pedro você vai simplesmente deixar o carro ai? – eu o encarei.
- Sim, ele não é meu mesmo.
Eu deveria achar isso errado, mas não pude evitar quando uma leve ponta de sorriso cresceu em meu rosto.
- Porque isso não me surpreende? – eu o olhei
Ele riu.
- Eu não sei – ele me olhou, e lá estava seu sorriso malicioso de novo, causando o mesmo efeito de sempre, um arrepio por todo o meu corpo.

Fomos até o balcão do checkin, fizemos o nosso, e pegamos o primeiro vôo para Londres.
Quando chamaram nosso vôo, fomos para o portão de embarque, e embarcamos no avião. Sentamos na parte de trás do avião na classe executiva. Então o avião decolou, era isso, é agora que tudo começa.
- Está pronta Catarina? – ele disse me olhando
- Defina pronta.
Ele sorriu
- Você está pronta! – ele afirmou e me olhou – Dentro de algumas horas estaremos em Londres, aproveite essas horas, se você já acha isso tudo louco agora, espere até chegar lá.
- Como assim, o que você quer dizer? – eu olhei para ele assustada.
- É a ordem Catarina... O que você espera que tenha lá? – ele disse me olhando.

2 comentários:

  1. Jú...
    Li tds os capt. como disse a voc antes, está tudo muito bem feito! Adorei de verdade....
    Voc é uma gênia (hehehe)'
    Continue escrevendo q tem total futuro p dar certo.... =D
    Beijão*

    ass: Hevy'.

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  2. Karina-Cullen Salvatore10 de julho de 2011 10:12

    Quero ler o próximo Juh, agora!!!!!!!!!!

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