segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Capítulo 15 - Conflitos

Muse - Undisclosed Desires

Powered by mp3skull.com








Se você sacudir e se virar e simplesmente não conseguir dormir

Eu cantarei uma canção ao seu lado

E se você esquecer o quanto você significa para mim

Todos os dias eu vou te lembrar                   

...

Você sempre terá meu ombro quando chorar

Eu nunca te deixarei, nunca direi adeus


(Bruno Mars – Count on me)



Eu estava no jardim, por mais que algo me dissesse para não confiar na Emily eu estava agradecida por ela ter me trago aqui, é o lugar mais lindo que eu já vi tudo é perfeito, as flores, os aromas, as luzes, a forma como a luz da lua acentua as flores, é simplesmente magnífico, e aqui eu sinto que estou em paz, é uma sensação tão boa que eu poderia ficar aqui horas e horas, e nem perceberia quando o tempo passasse.



Eu me levantei e fui caminhar em volta das flores, eu precisava ver de perto, tocar, sentir aquela beleza em minhas mãos, dei a volta no jardim, e quando me aproximei da sacada estava tão embriagada com todo aquele aroma doce, e toda aquela beleza que quase não vejo aquelas duas figuras no jardim se aproximando da floresta, no começo eu não as reconheci, mas logo pude ver que eram Pedro e Emily.

Hoje mais cedo ao se aproximarem pude ouvir quando Flávio prendeu o riso e disse “Isso vai ser engraçado” no começo eu não entendi porque ainda estava confusa com aquela menina puxando Pedro pelo braço, mas isso é o que eu me dizia, a verdade é que eu estava confusa com a figura de Pedro vindo em minha direção depois da conversa, que não foi bem uma conversa, já que só eu falei e as únicas palavras que disse foi “cai fora da minha vida”, por isso não entendi o que Flávio quis dizer, mas depois de muito analisar eu pude sentir que havia algo entre eles dois e agora vendo-os sozinhos caminhando em direção a floresta essa sensação cresceu em mim.

Emily parou de repente, e Pedro se virou e ficou de frente para ela, eles estavam conversando algo que daquela distância sem os dons dos vampiros eu não podia escutar, mas podia sentir a tensão entre eles de onde eu estava, e antes que eu pudesse concluir mais um pensamento eles se beijaram, no começo Pedro ficou parado como se estivesse surpreso, mas depois ele logo enlaçou seus braços em volta dela e correspondeu ao beijo. No momento foi um choque, eu não sabia o que fazer só fiquei paralisada encarando aquelas duas figuras a metros de distancia se beijando como se estivessem apaixonados, e então pude sentir um líquido quente escorrendo pelo meu rosto, que me fez conseguir me mexer e perceber que era uma lágrima e que outra logo em seguida estava fazendo o mesmo caminho que a anterior. Saí correndo em direção à porta, passando pelo deck eu tropecei, mas logo mantive o equilíbrio e continuei a correr, ao passar pela porta desci as escadas de dois em dois degraus, sem conseguir olhar a minha frente com os meus olhos agora já embasados com as lágrimas.

Segui o corredor a minha frente até o final e virei à esquerda na mesma direção que tínhamos vindo, quando estava quase no final do corredor que dava para o corredor do meu quarto, antes que eu pudesse ver uma porta se abriu na minha frente e Flávio saiu por ela, na velocidade em que eu estava não consegui para a tempo e me vi caindo em cima dele, Flávio com seu reflexo se virou e me pegou em seus braços, cai com minha cabeça já em seu peito, Flávio me abraçou forte.



- Catarina o que foi? Catarina fala comigo está tudo bem? – ele disse pegando os meus braços e empurrando meu corpo para trás delicadamente de forma que pudesse ver meu rosto. – Catarina você está chorando? O que foi fala comigo!

Eu me soltei de seus braços, eu estava emocionalmente instável, não podia deixar Flávio me ver naquele estado, qualquer agulha que caísse do palheiro agora significaria um desastre fatal.

- Flávio eu preciso ir, outra hora falamos disso.

Eu comecei a andar rápido em direção ao corredor, quando ele pegou o meu braço me virando em direção a ele.

- Catarina, o que houve? Fala comigo! Eu não posso deixar você sair nesse estado, o que aconteceu? Você se machucou? – Nesse momento ele começou a analisar todo o meu corpo em busca de hematomas, o que não sei por que fez com que outra represa de lágrimas viesse, e antes que ela essa represa se rompesse e não tivesse mais volta, eu me desvencilhei dele.



- Flávio é sério eu preciso ir, por favor, eu quero ir pro meu quarto agora! – pude perceber que o “agora” saiu mais áspero do que eu queria, mas aquela altura eu precisava sair dalí de qualquer jeito.

Ele me encarou e soltou meu braço com uma dor nos olhos que quase me fez pular em seus braços e chorar ali mesmo, mas eu não podia, não agora sem controle das minhas emoções.

- Tudo bem Catarina, mas eu quero que saiba que não precisa ser assim, você pode contar comigo. – ele olhou no fundo dos meus olhos.

- Obrigado Flávio eu preciso ir.



Saí em disparada em direção ao meu quarto, e quando finalmente cheguei entrei, tranquei a porta e me joguei na minha cama com a cabeça nos travesseiros e chorei, chorei o quanto eu podia até que não houvesse mais lágrimas, até que todas elas tivessem secado e endurecido como mármore.







Flávio:





Eu nunca tinha visto a Catarina nesse estado, assim que soltei seu braço ela saiu correndo em direção ao seu quarto, e naquele momento só pude pensar em um motivo para ela estar daquele jeito... “Pedro”.

Eu sabia que a chegada da Emily ia causar isso nela, tinha conhecimento dos sentimentos que a Catarina tinha por Pedro, confesso que no começo isso foi um estimulo para eu me aproximar dela, mas depois de ver a forma como ela é tão frágil, tão meiga, tão linda, e tão forte ao mesmo tempo, mesmo depois de toda essa loucura, toda essa tristeza, e essa pressão em relação à Katherine em cima dela, ela ainda permanecer de pé, sorrindo, eu acho isso magnífico e não podia deixar que aquele tolo do Pedro machucasse ela, eu não ia permitir.



Parei um instante para sentir o cheiro de Pedro e localizá-lo, um segundo depois eu sabia onde ele estava.

Fui em direção ao jardim da frente o mais rápido que pude meio segundo depois estava em pé em frente a ele que estava sentado nos degraus da entrada.

Ao perceber minha presente, Pedro se levantou rápido.



- O que você quer Flávio? Se for assunto de Henrique diga que já estou indo. – Ele se virou em direção à entrada e começou a caminhar nesse momento me adiantei e parei em frente e ele. – Flávio eu não estou em um bom dia então é melhor você sumir da minha frente.

Ele me encarou e nesse momento eu soltei uma gargalhada

- Poupe-me Pedro, não preciso que tente me intimidar, medo é uma emoção humana Pedro, e como sabemos eu não sou humano. – Eu parei e me aproximei mais dele de forma que nossos rosto ficassem perto o bastante para ele entender todas as palavras que iam sair da minha boca. – Mas isso não importa, eu só vim aqui para lhe dar um aviso Pedro, e eu só vou falar uma vez, se você não ama a Catarina suma da vida dela de uma vez, e deixe claro que você não pertence a ela, porque se você a fizer sofrer mais uma única vez eu não vou me importar de ser expulso da ordem por te matar você entendeu? – eu disse cada palavra alta e clara, e com aspereza na voz.



Ele me encarou como se não entendesse do que eu estava falando, e essa atitude me fez pega-lo pelo colarinho e jogá-lo dentro da água do chafariz.

Ele caiu na água e meio segundo depois já estava vindo para cima de mim, e me arremessou em uma árvore, eu me levantei e me lancei em cima dele, ele me lançou para o alto, mas eu logo me virei e caí em cima dele, e milésimos depois peguei em seu pescoço, e falei baixo em seu ouvido.



- Minha paciência tem limites Pedro, meu aviso foi dado, se eu fosse você seria esperto suficiente para segui-lo, você não vai querer me ver com raiva outra vez. – Eu o soltei com raiva e voltei para o meu quarto enquanto ele ficou no chão tossindo.





Hevi:



Hoje era meu dia no turno da noite em volta da mansão, para manter os humanos curiosos afastados.

Comecei dando uma volta lenta em volta da mansão para ter certeza de que tudo estava em ordem, e depois dei um tempo em frente ao portão principal, na minha terceira ronda em volta da mansão quando voltei ao portão principal quase pulei para trás, tinha uma humana parada em frente ao portão olhando para a mansão discando algum número no telefone, no mesmo segundo passei por ela e peguei o celular parando a metros na sua frente, ela pulou para trás e soltou um grito abafado.



- Quem é você? – eu disse encarando-a

- Me desculpe ai meu deus – Ela estava nervosa, quase não entendia o que saia da sua boca, mas não poderia deixar que uma humana observasse o castelo e saísse ilesa.

- Você não pode ficar aqui, você vai ter que vir dar uma volta comigo – eu disse me aproximando dela lentamente.

- Não, não me mate calma eu sei que eu não posso ficar aqui, mas eu preciso ver a Catarina, é urgente eu preciso vê-la. – ela disse rápido se afastando e colocando as mãos em frente ao corpo.



Ela conhecia Catarina, o que faço? Eu não posso matá-la não seria justo com a Catarina, se essa menina for mesmo amiga de Catarina, ela nunca me perdoaria, por mais que nossa amizade não seja tão extensa assim eu não posso proporcionar mais essa dor a ela, então vou levá-la essa menina até Catarina em silêncio, se Catarina não a conhecer ela está morta.



- Você conhece Catarina? O que necessariamente você é dela? – eu a encarei e cheguei mais perto.

- Eu sou amiga dela, na verdade eu sou a melhor amiga dela, eu sou do Brasil, e eu preciso vê-la, ela está bem? Ela está viva não está? – ela disse a última pergunta com um tom de desespero.

- Calma sim, ela está bem, e sim ela está viva, então você é a melhor amiga dela... E qual o seu nome? – eu disse a encarando e chegando ainda mais perto, agora estávamos a poucos metros de distancia.

- Meu nome é Clara, você pode me levar até a Catarina? – ela disse me olhando com um olhar de dor e medo, que despertou um sentimento de pena dentro de mim.

- Tudo bem, mas se Catarina não te conhecer, nós vamos dar aquela volta que eu propôs agora pouco – eu disse sorrindo gentilmente. – Siga-me sem fazer barulho.



Levei a Clara até dentro do mansão o mais rápido que pude, sentindo o cheio dos outros vampiros da mansão e agradecendo a Deus por hoje ser dia de caça, e a mansão não estar cheia, e guarda estar montada lá fora.

Depois de entra na mansão, a levei até o quarto de Catarina o mais rápido que eu pude, ela tropeçou algumas vezes, mas só bastou uma olhada e ela se aquietou e ficou em silêncio, provavelmente com medo.

Ao chegar ao quarto de Catarina, eu bati e pude ouvir sua voz pedindo que entrássemos.





Catarina:





Antes que eu pudesse perceber, em meio a todas aquelas lágrimas, eu adormeci e fui desperta com as batidas nervosas na porta.



- Pode entra – eu disse me levantando e sentando na cama, implorando a deus que não fosse Flávio, nem Pedro e muito menos a Emily, eu não queria falar sobre o assunto com ninguém agora.



Quando a porta se abriu Hevi passou por ela, e quando vi a pessoa que entrou logo atrás dela, meu coração parou o que Clara estava fazendo aqui? Como ela tinha me encontrado? Eu me levantei rápido.



- Meu deus Clara o que você está fazendo aqui? – eu disse assustada, antes que ela pudesse responde a Hevi falou

- Eu a encontrei em frente à mansão, parada no portão, você a conhece Catarina? – Hevi me encarou.

- Sim, sim ela é minha melhor amiga, ela mora no Brasil – falei rápido – Eu só não entendo como ela me achou.

Hevi sorriu e pareceu aliviada.

- Que bom, ainda bem que fui eu a encontrá-la, se fosse outro ela não teria a mesma sorte, só a trouxe até aqui porque ela disse te conhecer, e eu não poderia causar mal a ela, sem antes ter certeza de que vocês se conheciam mesmo.



Eu me aproximei de Hevi e a abracei.



- Obrigada Hevi, devo a vida de Clara a você, não sei como agradecer. – eu sorri

- Não precisa, você é uma pessoa maravilhosa Catarina, e pessoas boas, devem receber coisas boas da vida – ela sorriu – Agora eu tenho que voltar rápido para minha ronda antes que notem minha ausência – ela se virou para sair, mas logo se virou de volta em minha direção – E Catarina não deixe Clara andando por esses corredores sozinhas, aonde quer que você vá à leve com você, e avise a Henrique a presença dela aqui.

Eu assenti

- Obrigada.



Quando a Hevi passou pela Clara, a Clara sorriu e disse:



- Obrigada Hevi – a Hevi sorriu de volta.



Quando a Hevi bateu a porta eu corri em direção a Clara e a abracei o mais forte que eu pude. Ficamos assim uns minutos até que eu sai em busca de explicações e conforto, a Clara chegou em hora perfeita, sem ela aqui eu não sei se agüentaria passar por essa fase de “Pedro e Emily”.



- Obrigada por vir, agora precisamos conversa.





3 comentários:

  1. Aaai, talvez o que eu mais queria era ler. Mas minha cabeça tá tão ruim.. Eu vou ler depois, mas tenho certeza que tá perfeito pois foi voce que fez.

    amo voce juzinha s2

    ResponderExcluir
  2. Karina-Cullen Salvatore23 de agosto de 2011 19:51

    Amei juh s2
    Agora eu sou team Flávio :D

    ResponderExcluir